Nosso sócio Diogo Nebias comentou ao Valor Econômico o resultado do primeiro leilão de gás natural da União, conduzido pela PPSA e pela CCEE.
Todos os 110 lotes foram negociados: 1,1 milhão de m³/dia vendidos a 23 das 36 empresas habilitadas, com arrecadação de R$ 377 milhões. A demanda respondeu ao insumo mais barato. A pergunta de fundo é estrutural: por que a indústria precisou de um certame público para acessar gás a preço competitivo?
Na prática:
- O resultado revela carência de oferta. Para Diogo, o sucesso do leilão demonstra a falta de gás natural a preços competitivos para grandes consumidores industriais.
- A concentração tem causa econômica. Projetos de gás exigem investimento elevado, sobretudo os ligados à implantação de plataformas marítimas. Poucos investidores atuam no setor.
- A PPSA passa a operar como instrumento de política pública. Nas palavras dele: “Por meio da PPSA, em estratégia estabelecida pelo MME e ANP, o poder público tenta contornar o problema da concentração, inclusive de oferta, buscando ofertar gás natural a preços mais competitivos para estimular a indústria ao seu consumo com redução de custo de insumo energético.”
Como Diogo resume, o leilão é a resposta do poder público à concentração na oferta de gás. Para a indústria, o teste está nas próximas rodadas: transformar um certame pontual em oferta competitiva e previsível.
Matéria completa: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/10/22/demanda-respondeu-ao-preco-mais-barato-no-leilao-de-gas-dizem-especialistas.ghtml




