
Mercado cripto brasileiro agora é regulado: o que muda para o investidor?
Essa é a pergunta da nova reportagem do InvestNews, assinada por Lucas Gabriel Marins, com participação do nosso sócio Tiago Severo Gomes.
O prazo para as empresas que já atuavam no país pedirem autorização ao Banco Central como prestadoras de serviços de ativos virtuais terminou em 30 de outubro. Segundo a matéria, 74 empresas protocolaram o pedido. O PSNA representa várias delas e acompanhou de perto o que esse processo exige: capital mínimo, governança, controles internos, auditoria, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança cibernética e segregação dos ativos dos clientes. Nem todas as empresas que começaram chegaram ao protocolo. As que chegaram fizeram um investimento relevante para operar dentro das regras.
Alguns pontos da reportagem:
- 1.Plataforma regulada é melhor do que plataforma não regulada. Nas palavras de Tiago, os novos mecanismos “procuram reduzir a probabilidade de falhas e melhorar a proteção dos clientes”. O investidor passa a contar com supervisão do Banco Central, regras de custódia e um cadastro público para consultar.
- 2.Cripto não tem FGC. Tesouro Direto, ações, fundos de investimento, debêntures, CRI, CRA e previdência privada também não, e muitos deles são vistos como investimentos seguros. Nesses produtos, a proteção vem da regulação, da custódia e da segregação patrimonial, não de um seguro de depósito. É essa lógica que passa a valer para cripto. Como lembra Tiago, “instituição supervisionada não significa investimento garantido”, e isso vale para todo o mercado.
- 3.Garantia também tem custo. Casos recentes mostraram que o FGC pode desalinhar incentivos: quando o investidor confia na garantia e deixa de olhar para quem emite, abre espaço para que instituições captem pagando muito acima do mercado. A conta fica com o sistema. Regulação, governança e transparência protegem melhor do que um seguro que dispensa a análise.
- 4.O risco maior está fora do perímetro. Para quem mantém recursos em plataforma sem autorização, Tiago aponta riscos de liquidez, insolvência, falhas de custódia, interrupção dos saques e dificuldade de transferência para outra instituição. Em estruturas internacionais, somam-se conflitos de jurisdição.
A regulação não elimina o risco, mas muda o patamar do mercado. Quem investiu para operar dentro das regras passa a competir com uma vantagem clara: a confiança do investidor.
Leia a reportagem completa no InvestNews.



