
Nosso sócio Tiago Severo Gomes comentou ao Portal do Bitcoin o custo real de operar uma prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV) sob a nova regulação do Banco Central.
O prazo para que as empresas que já atuavam no setor protocolem a primeira etapa do pedido de autorização termina em 30 de outubro. Pela metodologia da Resolução Conjunta CMN/BCB nº 14, o capital mínimo de uma SPSAV vai de R$ 10,8 milhões a R$ 37,2 milhões, conforme as atividades exercidas. Esse número, porém, é só a parte mais visível da conta. Algumas empresas já encerraram atividades por não fecharem essa equação.
Na prática:
- 1.São três componentes distintos: o capital mínimo exigido pelo regulador, o investimento para montar ou adaptar a estrutura e o custo recorrente para mantê-la funcionando.
- 2.A implantação vai de R$ 3,5 milhões a R$ 8 milhões em modelos apoiados em parceiros tecnológicos e operacionais; em operações verticalizadas, de R$ 8 milhões a R$ 20 milhões.
- 3.O custo recorrente fica entre R$ 500 mil e R$ 1,2 milhão por mês em estruturas mais conservadoras e entre R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões em operações mais robustas.
- 4.O efeito é mais segurança com uma barreira de entrada mais alta: empresas menores tendem a buscar parceiros, abandonar atividades ou consolidar com concorrentes.
(As estimativas consideram negócios de maior complexidade, com intermediação, stablecoins e câmbio, e não são custos oficiais do Banco Central.)
Como Tiago resume, a questão decisiva para muitas empresas não é apenas obter a licença, mas ter capacidade financeira e operacional para sustentar permanentemente uma instituição supervisionada.
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