No final de março, nossos sócios Roberto Panucci e Daphne Minerbo estiveram em Lugano, na Suíça, a convite da Voasan Corp, para a Imersão Internacional 2026, encontro que reuniu executivos brasileiros do setor de seguros e proteção patrimonial em visitas técnicas, painéis e discussões sobre os rumos do mercado.
O painel conduzido por Roberto Panucci tratou do tema que hoje ocupa o centro da agenda regulatória brasileira no setor: o futuro da Proteção Patrimonial Mutualista (APPM) após a LC 213/2025 e os modelos de negócio disponíveis para as atuais associações de proteção se reorganizarem sob o novo marco regulatório da SUSEP.
Entre os eixos discutidos:
- As quatro rotas possíveis: manter-se como associação plugada a administradoras autorizadas, migrar para o modelo de MGA (Managing General Agent), constituir cooperativa de seguros ou estruturar seguradora especializada e os trade-offs regulatórios, societários e de capital de cada caminho.
- O prazo de adequação é mais curto do que parece. A janela de 24 meses prevista na LC 213 é, na prática, consumida pelo ciclo de governança, sistemas, contabilidade fiduciária, capital mínimo e homologação junto à SUSEP. A decisão estratégica precisa ser tomada agora.
- Oportunidade estrutural. Parte relevante da frota brasileira é garantida por proteção veicular, a migração ordenada das associações para modelos regulados é um vetor relevante de ampliação do acesso, desde que construída sobre bases técnicas, contábeis e de solvência consistentes.
Na sequência da imersão, o conteúdo do painel foi aprofundado em episódio do Podcast eProteção, já disponível no YouTube, dedicado exclusivamente à transição das associações sob a LC 213/2025. Assista ao episódio completo no YouTube.
Temos acompanhado de perto cada etapa da implementação da LC 213/2025 (da estruturação de MGAs e cooperativas ao processo de autorização de seguradoras especializadas junto à SUSEP) e seguimos à disposição do mercado para discutir os caminhos mais adequados a cada operação.




