
Nossa sócia Daphne Minerbo publicou artigo na CNN Brasil sobre um movimento que redefine as operações de M&A em data centers: a incerteza regulatória deixou de ser obstáculo ao investimento e a engenharia contratual passa a ter ainda mais relevância .
A caducidade da MP do Redata e a tramitação do PL 278/2026 criaram um ambiente que exige cautela, mas a cronologia recente mostra que a insegurança regulatória, por si só, não afasta o capital. O que muda é como o risco é avaliado, precificado e distribuído entre as partes. Na prática:
• A due diligence passa a examinar contratação de energia, conexão à rede e cumprimento continuado das contrapartidas de regimes de incentivo, ao lado dos temas tradicionais.
• Condições precedentes vinculam o fechamento à implementação ou manutenção de requisitos regulatórios.
• Earnouts e ajustes de preço são associados à entrega de capacidade energética ou a metas relevantes para a fruição de incentivos.
• Cláusulas de indenização disciplinam passivos do regime tributário, inclusive o risco de perda retroativa de benefícios em ativos já habilitados ao Redata.
Como Daphne resume no artigo, um data center não é um ativo imobiliário com servidores dentro: o investidor compra capacidade de conexão, energia contratada, licenças e uma posição regulatória. Em um setor tão intensivo em capital, a capacidade de alocar riscos de forma eficiente pode ser tão relevante para a decisão de investimento quanto a disponibilidade de energia.
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