
A B3 ampliou o horário de negociação de futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana e ouro para até as 20h e o nosso sócio Tiago Severo Gomes foi consultado pelo Cointelegraph Brasil para analisar a decisão.
A avaliação dele: um passo importante para tornar o mercado brasileiro mais responsivo e alinhado ao relógio financeiro global. Afinal, cripto não dorme.
Mas além do mérito da medida, três pontos merecem atenção jurídica:
① Responsabilidade de intermediários. Corretoras que não oferecerem acesso ao horário estendido podem ter exposição a reclamações por perdas decorrentes de impossibilidade de hedge entre 18h e 20h. O pregão ampliado cria um novo parâmetro implícito de conduta esperada.
② Melhor execução para gestores. Fundos com criptoativos sob a Res. CVM 175 têm obrigações contínuas de apreçamento e gestão de risco. A nova janela de formação de preço passa a ser referência para avaliar decisões de hedge fora do horário tradicional.
③ Contratos OTC com referência à B3. Contratos privados que usam cotação da B3 como benchmark precisam ser revistos. Cláusulas que referenciam "preço de fechamento" sem especificar horário podem precisar de ajuates (seja na cláusula, seja no peocedimento).
NYSE e Cboe já operam 22-23h. A tendência é clara. O Brasil avança e o arcabouço regulatório precisa acompanhar o ritmo.
Link para matéria do Cointelegraph: https://lnkd.in/dF6xCEdQ



