
Nosso sócio Tiago Severo Gomes comentou ao Metropoles a proposta em estudo no Banco Central do Brasil de restringir o acesso ao Pix de bancos e fintechs com fragilidades de segurança cibernética.
O contexto: nos últimos 12 meses, desvios ligados a fraudes cibernéticas superaram R$ 1,5 bilhão, com criminosos explorando os elos mais frágeis da cadeia, prestadoras de tecnologia e participantes menores, não os grandes bancos.
A resposta do BC desloca o foco do comportamento das transações para a estrutura das próprias instituições. Na avaliação do Tiago, a discussão marca uma nova fase: o Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento eficiente e passou a ser infraestrutura crítica da economia brasileira.
Na prática: • O BC avalia restringir ou modular o acesso de instituições que não demonstrem padrões mínimos de segurança cibernética, governança tecnológica e gestão de terceiros, com atuação preventiva, mais rápida que os processos administrativos atuais.
• Para bancos e fintechs, o impacto é relevante: segurança, tecnologia, auditoria, resposta a incidentes e controle de fornecedores passam a ser temas de sobrevivência regulatória.
• Para o consumidor, a tendência é positiva, porque eleva a proteção do sistema como um todo.
Como o Tiago resume: a calibragem será essencial para evitar concentração de mercado e preservar a inovação que fez do Pix um caso de sucesso no Brasil.
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