
Nosso sócio Diogo Nebias comentou ao O Globo como estruturar o funding da nova geração de concessões ferroviárias, um ciclo que pode somar R$ 127,1 bilhões em investimentos.
Ferrovia não se paga comercialmente no início: o capital é intensivo (o custo por quilômetro pode superar R$ 20 milhões) e a maturação é longa. Por isso, nenhuma fonte isolada dá conta. O que a matéria mapeia é um mix, crédito de longo prazo do BNDES, instrumentos de Viability Gap Funding da nova Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, debêntures incentivadas em volume recorde e, na frente que Diogo destaca, o financiamento externo.
Na prática:
- O financiamento em moeda estrangeira, via emissão de bonds ou dívida junto a multilaterais como BID e IFC (braço do Banco Mundial), é uma alternativa ao mix doméstico.
- Esse caminho se encaixa sobretudo em operadores que transportam commodities, cujo frete tem preço atrelado ao dólar.
- A receita indexada ao dólar funciona como hedge natural da dívida contratada em dólar, reduzindo a exposição à variação cambial.
Como Diogo Nebias resume: "Esses organismos multilaterais são alternativas para operadores que transportam commodities, com preços atrelados ao dólar, o que reduz a exposição à variação cambial, ou seja, há receita em reais atrelada ao dólar versus pagamento da dívida em dólar." O casamento entre a moeda da receita e a da dívida deixa de ser detalhe e vira parte da análise de bancabilidade do projeto.
Matéria no O Globo: https://lnkd.in/ejXFhgWj



