
O capital brasileiro no exterior bateu recorde: US$ 740,3 bilhões ao fim de 2025, o dobro das reservas internacionais do país, segundo dados do Banco Central publicados pelo Valor Econômico. A alta de 13,1% no ano é a maior desde 2014.
E o número real é maior. A estatística só alcança quem declara ao Banco Central, obrigação que começa em US$ 1 milhão no exterior.
O movimento tem razão de ser. IOF maior, tributação de dividendos e insegurança jurídica colocam a diversificação em posição central: manter todo o patrimônio em uma única jurisdição, uma única moeda e um único sistema jurídico ficou mais caro. Ao comentar os dados ao Valor Econômico, nosso sócio Tiago Severo Gomes associou o crescimento ao novo marco cambial e lembrou a condição que importa: capital no exterior precisa ser declarado, tributado e compatível com as regras cambiais e fiscais.
Não é só para bilionários. Cada vez mais brasileiros mantêm recursos e holdings no exterior, e o número de declarantes ao Banco Central subiu 11,5% em 2025. Diversificar faz sentido para quem:
• pensa em sucessão e quer que a estrutura já nasça organizada;
• vendeu uma empresa ou teve um evento de liquidez relevante;
• tem patrimônio concentrado no Brasil (empresa, imóveis, investimentos) e quer reduzir a exposição ao risco país etc.
Em todos esses casos, o erro caro é montar a estrutura primeiro e pensar na regra depois. O PSNA faz o caminho inverso: começamos pelo enquadramento cambial, tributário e sucessório e só então desenhamos a estrutura. É a mesma disciplina regulatória com que assessoramos instituições supervisionadas pelo Banco Central, pela SUSEP e pela CVM.
Se você se reconhece em algum desses cenários, estamos à disposição para conversar.
Matéria completa, por Hamilton Ferrari: https://lnkd.in/dPiZ46Q7



