
Ontem, a R7 repercutiu os desdobramentos da megaoperação policial que evidenciou falhas de monitoramento no mercado financeiro.
Nosso sócio Tiago Severo Gomes, especialista em regulação do Sistema Financeiro Nacional, explicou ao portal como certas estruturas — quando mal implementadas — criam zonas de opacidade que dificultam a rastreabilidade:
“O banco liquidante não enxerga, no ato da liquidação, quem são o pagador e o recebedor finais. A conta de bolso é a caixa-preta da rastreabilidade.”
Esse episódio reforça um ponto central: desde a Resolução CMN nº 4.595/2017, o compliance deixou de ser apenas uma função operacional e passou a exigir envolvimento direto da alta administração na prevenção a ilícitos.
Para os participantes do mercado, a mensagem é inequívoca: governança e compliance são pilares de infraestrutura do sistema financeiro.



