
Saiu no Valor Econômico o artigo do nosso sócio Tiago Severo Gomes sobre um dos temas mais sensíveis – e menos compreendidos – do ecossistema de ativos digitais: a tokenização de ouro.
O texto destaca um ponto crucial: tokenizar não é simplificar. Quando o ativo é uma commodity física com trilhas geológica, fiscal, financeira e tecnológica próprias, o nível de governança exigido sobe muito.
Principais destaques do artigo:
- Função econômica define o regime regulatório: tokens lastreados em ouro ficam na alçada do BC, salvo quando carregam elementos de investimento coletivo (cenário em que migram para a CVM).
- Lastro, custódia e resgate precisam ser à prova de diligência: barras serializadas, custodiantes qualificados e auditorias independentes deixam de ser “boas práticas” e passam a ser requisitos de sobrevivência.
- Rastreabilidade é a peça que falta: iniciativas como SIGOuro e IdOuro apontam para um futuro em que cada grama de ouro tokenizado terá trajetória verificável da mina ao investidor.
- Smart contracts auditáveis: governança de upgrades e transparência on-chain reduzem assimetria e mitigam riscos de requalificação regulatória.
- A regra é simples: mesmos riscos, mesmas exigências: alinhada às práticas de Finma, Vara e SEC.
A conclusão é direta: ouro tokenizado não é atalho regulatório; é infraestrutura de mercado. O setor só avança se adotar padrões equivalentes aos das finanças tradicionais, com lastro verificável, governança sólida e integração institucional real.
A discussão é estratégica para o desenvolvimento de um mercado digital seguro, escalável e tecnicamente sólido no Brasil.
Parabéns ao Tiago pela análise publicada no Valor.



