
Ontem nosso sócio Roberto Panucci moderou no Insurtech Brasil o painel "Estruturas de Capital e Resseguro em Novos Negócios: Como Atingir Escala sem Consumo Exagerado de Capital", ao lado de Danilo Soares (Pottencial ) e Pedro Sampaio (Munich Re).
O ponto de partida do debate foi direto: crescer em seguros é, antes de tudo, um problema de capital. Cada apólice nova consome capital regulatório, e a velocidade com que uma operação escala depende menos do apetite comercial do que da inteligência com que ela estrutura cessão, retenção e capital alternativo.
"Resseguro deixou de ser apenas uma ferramenta de gestão de risco e passou a ser, para o novo entrante, uma forma de gestão capital."
A conversa percorreu o trade-off diário entre crescer e preservar capital, o menu de soluções de resseguro e o papel das LRS (Letras de Risco de Seguro) como instrumento complementar de transferência de risco via mercado de capitais.
Para novas seguradoras e para APPMs (administradoras de proteção patrimonial mutualística), é justamente esse tripé, capital próprio, resseguro e capital alternativo, que permite sair do papel sem comprometer a solvência logo nos primeiros anos de operação.
O recado para quem está estruturando um negócio do zero foi claro: desenhe a estrutura de capital antes do produto, não depois. Resseguro, retenção e capital alternativo são variáveis de projeto, não ajustes de última hora.
Nosso agradecimento ao Insurtech Brasil pelo convite e aos painelistas pela troca de alto nível.
O evento ainda contou com a presença dos seguintes integrantes do escritório: Daphne Minerbo, Marcelo De Callis e Fernanda Rangel



